# Febre do Nilo Ocidental tem casos confirmados em São Paulo e outros estados
A febre do Nilo Ocidental, infecção viral transmitida principalmente por mosquitos do gênero *Culex*, teve seus primeiros casos humanos confirmados no estado de São Paulo. A doença já é conhecida na África há cerca de 90 anos e, embora seja incomum no Brasil, também registra ocorrências em outros estados.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, dois casos foram confirmados no estado. As pacientes são uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto.
A moradora de Ribeirão Preto havia viajado recentemente à região amazônica e já se recuperou. A paciente de São José do Rio Preto segue internada sob cuidados médicos. As autoridades investigam o provável local de infecção e adotam medidas de prevenção.
O Ministério da Saúde também confirmou dois casos em Santa Catarina, sendo que um deles terminou em morte. Há ainda um caso considerado provável no Piauí. A pasta mantém ações de vigilância epidemiológica e laboratorial para detectar novas ocorrências e identificar eventuais áreas de transmissão.
A doença é causada por um arbovírus, grupo que inclui também agentes responsáveis por dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O mosquito se infecta ao picar aves contaminadas e pode transmitir o vírus posteriormente a seres humanos.
A maior parte das infecções não provoca sintomas. Entre as pessoas que apresentam manifestações clínicas, estimadas em cerca de 20% dos infectados, os quadros costumam ser leves. Os sinais podem incluir febre, mal-estar, perda de apetite, náusea, vômitos, dor de cabeça, dores musculares e nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Em uma parcela reduzida dos casos, inferior a 1%, a infecção pode evoluir para complicações neurológicas, como meningite e encefalite. Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de gravidade e exigem atendimento médico imediato.
O diagnóstico depende da avaliação clínica e de exames laboratoriais, especialmente em pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição a locais onde há circulação do mosquito transmissor.
Não há vacina nem antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico. Nos quadros graves, pode ser necessária internação, inclusive em unidade de terapia intensiva, com suporte respiratório, administração de líquidos por via intravenosa e controle de complicações.
As medidas preventivas incluem o monitoramento de aves com mortalidade fora do padrão e o controle de mosquitos, além da redução de locais que possam favorecer sua proliferação.




