**Vegetação secundária representa 25% da Mata Atlântica, aponta MapBiomas**
Um quarto da área atual da Mata Atlântica é formado por vegetação secundária, ou seja, plantas que voltaram a crescer em regiões desmatadas anteriormente. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pelo MapBiomas, que monitora as mudanças no bioma desde 1985.
Apesar da importância para a recomposição da cobertura vegetal, esse tipo de vegetação concentrou 60% das perdas registradas nos últimos anos. O cenário está ligado ao histórico de ocupação e fragmentação da Mata Atlântica, onde grande parte das áreas já passou por processos de conversão do uso do solo.
A expansão agropecuária segue como principal fator de supressão da vegetação nativa no bioma. Embora a perda de cobertura nativa apresente tendência de redução ao longo da série histórica, a agricultura avançou especialmente sobre áreas antes ocupadas por pastagens e, mais recentemente, sobre vegetação secundária.
Atualmente, a agropecuária ocupa uma área cerca de duas vezes maior que a vegetação nativa existente na Mata Atlântica. Entre as culturas que ampliaram presença no bioma estão a soja, a cana-de-açúcar e o café.
O levantamento também aponta crescimento das cidades na região. De 1985 a 2025, a área urbanizada dentro da Mata Atlântica mais que dobrou, ampliando a pressão sobre os remanescentes florestais.
A Mata Atlântica se distribui principalmente pela faixa litorânea brasileira, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Hoje, restam pouco mais de 12% da cobertura original da floresta. A preservação dos fragmentos remanescentes, incluindo áreas de vegetação primária e secundária, é amparada por instrumentos como a Lei da Mata Atlântica.




