# Canetas para obesidade no SUS terão prescrição e foco em pacientes com comorbidades
O Ministério da Saúde estuda a oferta gratuita de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição deverá seguir protocolos clínicos e exigir acompanhamento médico.
A prioridade será para pacientes cuja obesidade esteja associada a condições de saúde graves ou comprometa o tratamento de outras doenças. Entre os grupos analisados estão pessoas na fila para cirurgia bariátrica, pacientes com problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama, em estudos sobre a possível redução do risco de recidiva da doença.
A medida não terá finalidade estética. A proposta é usar os medicamentos como parte do tratamento de casos de obesidade com indicação clínica, sob monitoramento de equipes especializadas.
O Brasil tem 14 medicamentos registrados para o combate à obesidade, segundo informações do Ministério da Saúde. A ampliação dos produtos disponíveis contribuiu para a redução dos preços no mercado.
A discussão sobre a produção nacional ganhou força após relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar que países avaliem formas de ampliar o acesso a esse tipo de medicamento, diante de possíveis benefícios para outras condições de saúde.
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriram consulta a empresas nacionais e estrangeiras interessadas em produzir no país medicamentos à base de semaglutida. A patente da substância deve expirar em 2026.
Em Porto Alegre, o Grupo Hospitalar Conceição iniciou o estudo Real-Bari, voltado ao uso de semaglutida em pacientes atendidos pelo SUS. A pesquisa acompanhará 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças.
O protocolo foi elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a equipe técnica do hospital. A iniciativa prevê acompanhamento contínuo por médicos especialistas e busca estabelecer parâmetros de segurança para eventual ampliação da oferta no sistema público.




