# Robert Hall e Michael Woodford recebem Nobel de Economia de 2026
Os economistas norte-americanos Robert Hall e Michael Woodford receberam nesta segunda-feira (12) o Prêmio Nobel de Economia de 2026. Eles foram reconhecidos por pesquisas que ajudaram a desenvolver modelos usados por bancos centrais e governos para estabilizar a atividade econômica.
Os trabalhos dos dois pesquisadores relacionam o desempenho da economia às decisões de consumo e produção tomadas por famílias e empresas. Essa abordagem passou a integrar modelos empregados na análise da inflação, da demanda e dos efeitos da política monetária.
Hall, de 83 anos, é da Universidade de Stanford. Em um estudo publicado em 1978, examinou a relação entre as decisões de consumo das famílias e suas expectativas sobre o futuro. Ele também atuou como consultor de órgãos do governo dos Estados Unidos, incluindo o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve.
Woodford, de 70 anos, é da Universidade de Columbia. Suas pesquisas contribuíram para explicar como os bancos centrais podem influenciar a economia por meio das taxas de juros e da comunicação sobre os rumos futuros da política monetária.
Entre os conceitos associados aos estudos dos premiados estão a demora dos preços em reagir a mudanças na demanda e o hiato do produto, indicador da diferença entre a produção de uma economia e sua capacidade. A comunicação sobre a trajetória dos juros ganhou importância após a crise financeira de 2008, quando as taxas se aproximaram de zero em vários países.
O prêmio, instituído pelo Banco Central da Suécia e concedido desde 1969, tem valor de 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão. Diferentemente das demais categorias Nobel, não foi criado pelo testamento de Alfred Nobel.




