# Professora usa IA para mostrar alunos em profissões que desejam seguir
Uma atividade com inteligência artificial permitiu que 31 alunos do 4º ano da Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink, em Campinas (SP), se vissem adultos nas profissões que gostariam de exercer. A iniciativa foi da professora Giovanna Macedo e usou fotografias feitas em 2025 para gerar imagens com o auxílio do ChatGPT.
As crianças, de 9 e 10 anos, escolheram carreiras como jogador de futebol, astronauta, veterinária, bailarina, cantor e artista. Um vídeo com as reações da turma circulou amplamente nas redes sociais. Giovanna leciona desde 2018 e pretende se especializar em metodologias de ensino relacionadas a novas tecnologias.
O uso de IA já aparece em outras atividades da rede pública. No Distrito Federal, o professor Jaime Guilherme de Oliveira, do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional de Taguatinga, utiliza a ferramenta para preparar aulas, planejar atividades, criar jogos educativos e adaptar avaliações a estudantes com necessidades específicas. Ele ensina computação gráfica a jovens de 14 a 18 anos, entre os quais há alunos sem computador em casa.
Jaime também criou, com o ChatGPT, o jogo interativo Arena ABNT, voltado ao ensino de regras para a elaboração de trabalhos acadêmicos. Antes de incorporar a tecnologia à rotina, participou de cursos de formação oferecidos pela rede de ensino do Distrito Federal.
A formação continuada de professores em tecnologias educacionais é uma das frentes de trabalho da Secretaria de Educação do DF. Marcio Luiz Dias atua nessa área há 13 anos, com foco na aplicação da inteligência artificial à educação.
Em âmbito nacional, o Ministério da Educação informou que prepara uma resolução sobre o uso de IA no ensino, ainda sem data de publicação. O documento deverá orientar a aplicação pedagógica da tecnologia, preservar a autonomia docente e tratar da proteção dos estudantes.
A conectividade é outra parte desse cenário. Segundo dados do ministério, em julho, 108.658 escolas públicas de educação básica tinham conexão dentro dos parâmetros de qualidade considerados adequados. O total correspondia a 78,7% das 138.086 unidades monitoradas pela Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.




