Estiagem afeta o dia a dia de comunidades ribeirinhas no Amazonas

**Estiagem atinge mais de 101 mil famílias no Amazonas**

A estiagem no Amazonas já afeta mais de 101 mil famílias, principalmente em comunidades ribeirinhas. O número consta do boletim divulgado pela Defesa Civil no domingo (18).

A previsão de chuvas abaixo da média mantém o estado em alerta para os próximos meses. Um painel climático produzido por instituições federais de pesquisa indica que o El Niño pode persistir até o início de 2027 e alcançar intensidade muito forte ainda neste ano.

A redução das chuvas, porém, não provoca queda imediata e uniforme no nível dos rios. A situação de cada região também depende das precipitações nas cabeceiras e do comportamento dos principais afluentes. Até o momento, a Amazônia não apresenta uma condição de baixa dos rios tão ampla e excepcional quanto a registrada em 2023 e 2024.

Para acompanhar os riscos, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) ampliou sua rede no Amazonas. Cerca de 30 novos pluviômetros foram instalados, além dos 73 que já existiam. Os dados ajudam no planejamento do abastecimento de água, do transporte fluvial e do atendimento a comunidades isoladas.

No médio Solimões, o Instituto Mamirauá pesquisa as condições ambientais do Lago Tefé e desenvolve sistemas de abastecimento de água movidos a energia solar.

O estado também enfrenta queimadas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) reunidos pela Defesa Civil, o Amazonas acumulava 8.165 focos de calor até domingo (18).

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