**Israel vai às urnas pela primeira vez desde ataque do Hamas em 2023**
Cerca de 7 milhões de israelenses votam nesta terça-feira (27) na primeira eleição do país desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023. A apuração das cédulas de papel deve ser concluída até o fim de quarta-feira (28).
O partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está entre os principais concorrentes. Também disputam a liderança do próximo governo o Yashar, criado em 2025 pelo ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, e uma coalizão liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos. Bennett governou Israel entre 2021 e 2022.
Eisenkot participou do gabinete de guerra formado após o ataque do Hamas, mas deixou o governo em meio a divergências sobre a condução da operação militar na Faixa de Gaza. Netanyahu acumula 19 anos no cargo de primeiro-ministro.
As três forças políticas rejeitam a criação de um Estado palestino e defendem o desarmamento do Hamas. Há diferenças entre elas, porém, em relação à expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, que avançou durante o governo Netanyahu. Nesta terça-feira, a agência palestina Wafa relatou ataques de colonos e de forças de segurança israelenses no território ocupado.
O resultado das urnas não define, por si só, quem governará. No sistema parlamentarista de Israel, será necessário reunir apoio suficiente para formar uma coalizão no Knesset, que tem 120 cadeiras.
O ataque do Hamas em 2023 matou cerca de 1,2 mil pessoas e resultou na captura de aproximadamente 200 reféns. A ofensiva israelense lançada em seguida devastou grande parte da infraestrutura civil de Gaza e deixou mais de 75 mil mortos. Nos últimos anos, Israel também se envolveu em confrontos no Líbano, realizou ataques na Síria e atacou o Irã em parceria com os Estados Unidos.




