O Ministério da Saúde inicia nesta terça-feira (2 de dezembro) a distribuição nacional do primeiro lote da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Serão enviadas 673 mil doses a todas as unidades da federação para aplicação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O grupo prioritário são gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para as gestantes. A recomendação prevê dose única a cada gestação.
A ação tem como objetivo reduzir casos graves de bronquiolite em recém-nascidos e, consequentemente, internações hospitalares. Entre 1º de janeiro e 22 de novembro de 2025, o Brasil registrou 43,2 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo VSR.
Os resultados do estudo Matisse (Maternal Immunization Study for Safety and Efficacy) apontam benefício da vacinação materna para a proteção dos bebês.
A gestão dos estoques ficará a cargo das secretarias estaduais e municipais de Saúde, que poderão iniciar a aplicação imediatamente nas unidades básicas de saúde (UBSs). O Ministério da Saúde afirma que garantirá o abastecimento necessário para as estratégias locais.
Nas UBSs, as equipes deverão checar e atualizar a situação vacinal das gestantes, incluindo imunizações contra influenza e covid-19, já que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente com esses imunizantes.
O Ministério adquiriu 1,8 milhão de doses, considerando entregas previstas para o início de dezembro. As demais remessas seguirão o calendário acordado com estados e municípios. O Distrito Federal foi a primeira unidade federativa a receber as doses; as demais unidades receberão até quarta-feira (3).
Na rede privada, a vacina pode chegar a custar até R$ 1,5 mil.
A incorporação da vacina ao SUS foi viabilizada por um acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que prevê transferência de tecnologia. Com isso, o país poderá fabricar o imunizante e ampliar a autonomia e o acesso da população.
Bronquiolite é uma infecção respiratória aguda que afeta sobretudo crianças de até 2 anos e também idosos. A doença provoca inflamação dos bronquíolos, dificuldade respiratória e pode evoluir para quadros graves e óbito.
Os sintomas costumam surgir de forma gradual, até seis dias após o contágio, e incluem obstrução nasal, coriza, tosse, respiração rápida, chiado no peito e febre. Em casos mais graves ocorrem cianose e apneias. Não há medicamento que elimine o vírus diretamente; o tratamento é de suporte, voltado a manter as funções vitais, conforto e hidratação.




