Após o anúncio de abertura do processo de caducidade do contrato de concessão da Enel em 24 municípios de São Paulo, a distribuidora informou nesta quarta-feira (17) que pretende aplicar R$ 10 bilhões em investimentos.
O aporte terá foco na aceleração da conversão de trechos aéreos em rede subterrânea, no fortalecimento da resiliência da rede, na digitalização da fiscalização e no aumento das ações preventivas.
A empresa já havia manifestado anteriormente que o enterramento de fios seria financeiramente inviável.
Na véspera, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que levarão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato de concessão da Enel na capital e em outros 23 municípios da região metropolitana.
Na semana passada, milhões de clientes da distribuidora ficaram sem energia por mais de cinco dias após quedas de árvores na rede, que provocaram a destruição de cabos e postes.
A Enel relatou expansão de contratações, tanto de empregados diretos quanto de terceirizados. Segundo a empresa, os custos aumentaram cerca de 30% ao comparar os três primeiros trimestres de 2025 com o mesmo período de 2024. O total de contratados subiu 15%, ultrapassando 4,6 mil contratações no ano.
Os gastos com poda e manutenção de árvores subiram cerca de 16,8%. Os investimentos acumulados alcançaram R$ 1,9 bilhão no ano, 25,8% acima do mesmo período de 2024.
A receita operacional líquida cresceu 8,9% ante 2024, superando R$ 16 bilhões. O lucro acumulado até setembro foi de aproximadamente R$ 650 mil.
Em comunicado divulgado hoje, a Aneel informou ter incorporado ao processo de monitoramento — instituído após o apagão de outubro de 2024 — as informações relativas à recente interrupção prolongada concentrada na concessão da Enel-SP.
Após a interrupção de 2024, a agência emitiu um termo de intimação, procedimento preparatório para eventual recomendação de caducidade do contrato a ser encaminhada ao Ministério de Minas e Energia.




