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quarta-feira, maio 6, 2026

Prévia de 0,25% indica que inflação de 2025 está dentro da meta do governo

A prévia da inflação de dezembro, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,25%. Com isso, o índice acumulado em 12 meses atingiu 4,41%, permanecendo dentro da meta do governo.

É o segundo mês consecutivo em que o indicador se encontra na margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,50%, após permanecer acima do limite desde janeiro; o pico do ano foi registrado em abril, com 5,49%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (23).

A última pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada na segunda (22), projeta inflação oficial de 4,33% para o fechamento de 2025, também dentro da banda de tolerância.

A maior parte do ano com inflação acima da meta justificou a elevação da taxa básica de juros pelo Copom, que levou a Selic a 15% ao ano, patamar mais alto desde julho de 2006. Juros elevados atuam como freio à demanda e ajudam a conter preços, mas podem desestimular investimentos e a geração de empregos.

Contribuições por grupo em dezembro
Seis dos nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram alta no mês:

– Transportes: 0,69% (impacto de 0,14 ponto percentual)
– Vestuário: 0,69% (0,03)
– Despesas pessoais: 0,46% (0,05)
– Habitação: 0,17% (0,02)
– Alimentação e bebidas: 0,13% (0,03)
– Comunicação: 0,01% (0,00)
– Educação: 0,00% (0,00)
– Saúde e cuidados pessoais: -0,01% (0,00)
– Artigos de residência: -0,64% (-0,02)

No grupo transportes, principal pressão da prévia de dezembro, as passagens aéreas subiram 12,71%, com o maior impacto individual entre os 377 produtos e serviços pesquisados. Também contribuíram o transporte por aplicativo (+9%) e os combustíveis (+0,26%); o etanol avançou 1,7% e a gasolina, 0,11%.

Alimentação
O grupo alimentação e bebidas teve variação positiva de 0,13% em dezembro. Dentro dele, a alimentação no domicílio caiu 0,08%, marcando o sétimo mês consecutivo de queda nos preços da comida em casa.

Principais itens que ajudaram a reduzir o custo da alimentação no domicílio: tomate (-14,53%), leite longa vida (-5,37%) e arroz (-2,37%).

Acumulado de 2025
No acumulado do ano, os grupos com maiores altas foram:

– Habitação: 6,69%
– Educação: 6,26%
– Despesas pessoais: 5,86%
– Saúde e cuidados pessoais: 5,55%
– Vestuário: 5,34%
– Alimentação e bebidas: 3,57%
– Transportes: 3,00%
– Comunicação: 0,82%
– Artigos de residência: -0,10%

A energia elétrica residencial subiu 11,95% no período, sendo o maior impacto individual (0,47 ponto percentual) dentro de habitação.

No grupo alimentação (impacto de 0,77), houve elevação em itens como refeição (6,25%), lanche (11,34%), café moído (41,84%) e carnes (2,09%). Entre as quedas do grupo estão arroz (-26,04%), leite longa vida (-10,42%) e batata-inglesa (-27,70%).

IPCA-15 x IPCA
O IPCA-15 segue metodologia semelhante à do IPCA oficial, base da política de metas do governo (meta de 3% em 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual). A diferença está no período de coleta e na abrangência territorial: o IPCA-15 é divulgado antes do fim do mês de referência; a coleta desta prévia foi realizada de 14 de novembro a 12 de dezembro.

O IPCA-15 obtém preços em 11 localidades — as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. O IPCA completo cobre 16 localidades, incluindo também Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

O IPCA pleno de dezembro será divulgado em 9 de janeiro. Ambos os indicadores consideram uma cesta de consumo para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos; o salário mínimo vigente é de R$ 1.518.

Matéria atualizada às 10h10 do dia 23.

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