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segunda-feira, janeiro 19, 2026

Polícia Civil conclui diligências iniciais em investigação que envolve vendedor ambulante e empresário

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Corumbá, concluiu as diligências iniciais sobre a ocorrência registrada em 27/12/2025 envolvendo o vendedor ambulante J.E.N. e o empresário e vereador E.M.J.

Segundo o apurado, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência em frente ao comércio “Verde Fruti”. No local havia confronto entre o ambulante e o proprietário do estabelecimento. Foram verificados danos a uma bicicleta e a uma caixa de isopor pertencentes ao ambulante. Ambas as partes seguiram por conta própria até a delegacia.

Na unidade policial houve tentativa de conciliação mediada por terceiros civis, entre eles uma liderança religiosa que compareceu posteriormente. Nessa ocasião, J.E.N. gravou um vídeo de retratação no pátio externo da delegacia.

Na noite seguinte, circulou nas redes sociais outro vídeo divulgado por J.E.N. em que ele levantou alegações sobre coerção e entrega de dinheiro no interior da delegacia para encerrar o caso.

Diante das novas alegações, a Delegacia Regional notificou a Corregedoria‑Geral da Polícia Civil e o Departamento de Polícia do Interior e adotou medidas investigativas imediatas.

Foram ouvidas todas as partes envolvidas e testemunhas civis, além de policiais militares e civis que estavam de plantão no dia dos fatos. A investigação incluiu análise de imagens internas e externas da delegacia e requisição de registros do sistema da unidade e relatórios de plantão.

As diligências não confirmaram, entre as testemunhas ouvidas, a ocorrência de coação, ameaça, entrega de dinheiro por servidor público ou direcionamento indevido pela Polícia Civil. Testemunhas relataram de forma convergente que o vídeo de retratação foi gravado externamente, sem presença de policiais civis no local.

Também foi apurado que a quantia citada por J.E.N. — R$ 100,00 (ou R$ 200,00) — foi entregue por E.M.J. como reparação pelos danos à bicicleta e à caixa de isopor, conforme o depoimento do próprio empresário. Há, contudo, contradições relevantes nas versões apresentadas por J.E.N. sobre quem teria entregue o dinheiro, o local da suposta coerção e quem solicitou a gravação do vídeo.

Testemunhas atribuíram a iniciativa da reconciliação à esposa de E.M.J. e à pastora da igreja frequentada por J.E.N., sem menção a imposição de conduta por servidores públicos.

Foram instaurados dois procedimentos: um para apurar possíveis práticas de vias de fato, dano, injúria e ameaça; e outro para investigar eventual conduta irregular de servidor público no interior da delegacia, em razão das alegações divulgadas em 28/12/2025.

O procedimento sobre a conduta de policiais civis segue em andamento, com análise de provas digitais e imagens de segurança. Ao final será elaborado relatório a ser encaminhado ao Departamento de Polícia do Interior e à Corregedoria‑Geral da Polícia Civil para decisão.

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul informou que as apurações prosseguem e que os órgãos competentes continuarão avaliando as provas reunidas.

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