Um levantamento nacional inédito identificou os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
O estudo faz parte da fase classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa conjunta das cinco entidades. A premiação está prevista para maio de 2026.
São Paulo concentra o maior número de unidades no ranking, com 30 dos 100 hospitais. Segundo os organizadores, essa concentração se explica porque o estado possui mais hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em termos proporcionais e absolutos. Das 30 instituições paulistas destacadas, 17 são estaduais e as demais, municipais.
Goiás aparece em segundo lugar, com 10% do total. Em seguida, o levantamento indica as seguintes participações percentuais: Pará 7%, Santa Catarina 7%, Pernambuco 6%, Rio de Janeiro 6%, Paraná 5%, Amazonas 3%, Bahia 3%, Distrito Federal 3%, Maranhão 3%, Minas Gerais 3%, Ceará 2%, Distrito Federal 2%, Espírito Santo 2%, Mato Grosso do Sul 2%, Rio Grande do Sul 2%, Tocantins 2%, Piauí 1%, Rio Grande do Norte 1% e Sergipe 1%.
A lista considerou hospitais administrados pelos governos federal, estadual ou municipal que prestam atendimento 100% pelo SUS, sem convênios com operadoras de saúde. Foram incluídos hospitais gerais — adultos e pediátricos — e unidades especializadas nas áreas de ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência foram excluídos.
A avaliação usou como critérios principais a acreditação hospitalar (processo voluntário de certificação), taxas de ocupação e de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados.
O recorte temporal da pesquisa abrange o período de agosto de 2024 a julho de 2025. Todos os hospitais considerados tinham mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde.




