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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Atendimentos por problemas relacionados ao calor aumentam na rede pública de saúde do Rio de Janeiro

As altas temperaturas nas primeiras semanas de janeiro de 2026 levaram milhares de pessoas a procurar atendimento médico no estado do Rio de Janeiro, segundo dados divulgados por órgãos de saúde estaduais e municipais nesta quarta-feira (14). Os registros superam os do mesmo período em 2025.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) informou que, entre 1º e 13 de janeiro, as unidades de pronto atendimento (UPA) estaduais atenderam 2.072 pacientes com sintomas associados ao calor. No mesmo intervalo de 2025, foram 1.931 casos, uma alta de 7,3%.

Os relatórios apontam que os pacientes apresentavam, simultaneamente, ao menos três sintomas entre dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, distúrbios visuais, confusão mental, respiração rápida, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico.

Na capital, o monitoramento do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde registrou 3.119 atendimentos possivelmente relacionados ao calor entre 9 e 13 de janeiro. Esse total representa aumento de 26,84% em relação à mediana esperada para o mesmo período em anos anteriores.

Orientações das autoridades de saúde incluem evitar exposição prolongada ao sol, sobretudo entre 10h e 16h; manter hidratação constante mesmo sem sensação de sede; preferir refeições leves e alimentos ricos em água, como frutas e verduras; e reduzir consumo de cafeína e álcool. Recomenda-se também o uso de roupas leves e claras, além de proteção como bonés, chapéus, óculos escuros e filtro solar.

As secretarias alertam para maior vulnerabilidade de idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças cardíacas ou diabetes, pessoas em situação de rua e trabalhadores expostos ao sol. Procurar atendimento imediato é indicado em casos de alteração do nível de consciência, convulsão, temperatura muito elevada, hipotensão persistente, sinais de desidratação grave, falta de ar, dor torácica ou ausência/produção extremamente baixa de urina.

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