O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central.
A mediana das estimativas para o IPCA em 2026 caiu para 4,02%, ante 4,05% uma semana antes e 4,06% há quatro semanas. As previsões para 2027 e 2028 permanecem inalteradas há 11 semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Meta de inflação
O Conselho Monetário Nacional definiu a meta de inflação em 3,0% para 2025 e 2026, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
O IBGE registrou inflação de 0,33% em dezembro, acima dos 0,18% observados em novembro. Com esse resultado, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta estabelecida.
Juros
O mercado manteve a projeção para a taxa básica de juros (Selic) em 12,25% ao ano no fim de 2026, nível apontado pelo menos nas últimas quatro semanas. A taxa Selic está atualmente em 15%, patamar mais alto desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%.
Para 2027, a expectativa é de queda da Selic para 10,50%, projeção repetida por 49 semanas consecutivas. Para 2028, as estimativas foram revistas para cima, passando de 9,88% na semana passada para 10,00% agora; quatro semanas atrás a previsão era de 9,75%.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) eleva a Selic, o objetivo é frear demanda aquecida, o que tende a encarecer o crédito, estimular a poupança e pressionar a atividade econômica. Movimentos de queda na taxa têm o efeito inverso, tornando o crédito mais barato e favorecendo produção e consumo, com impacto potencial sobre a inflação. Bancos também ajustam suas taxas levando em conta risco de inadimplência, margem de lucro e custos operacionais.
PIB e dólar
As projeções para o Produto Interno Bruto indicam crescimento de 1,80% em 2026, mesma estimativa mantida há seis semanas. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 1,80%, e para 2028, de 2,00%.
Quanto ao câmbio, o mercado projeta dólar a R$ 5,50 no fim de 2026, previsão mantida por 14 semanas, mesma cotação estimada para 2027. Para 2028, a mediana das expectativas é de R$ 5,52.




