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terça-feira, janeiro 20, 2026

Rio realiza missas e procissão hoje em homenagem ao padroeiro

O Rio de Janeiro celebra nesta terça-feira (20) o dia de seu padroeiro, São Sebastião, com programação religiosa e cultural na cidade.

Pela manhã, às 10h, haverá missa na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca, presidida pelo cardeal Dom Orani João Tempesta. À tarde, a partir das 16h, sai da mesma basílica a Procissão Arquidiocesana em direção à Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, no Centro.

O percurso tem cerca de cinco quilômetros e foi reconhecido como patrimônio cultural do município em 2014. No fim do trajeto, na Avenida Chile, será apresentado o Auto de São Sebastião 2026, seguido de missa solene na catedral.

História e devoção

A cidade do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá em 1º de março de 1565, na entrada da Baía de Guanabara, entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar. Recebeu o nome em homenagem ao rei D. Sebastião de Portugal e adotou São Sebastião como padroeiro.

A data de 20 de janeiro passou a marcar a devoção após a expulsão dos franceses da região, em 1567. A tradição local associa a consagração do santo à participação de uma imagem de São Sebastião na batalha final de Uruçumirim, ao lado de portugueses, mamelucos e indígenas.

O santo

Sebastião nasceu em Narbona, na atual França, por volta do ano 256. Ainda jovem, mudou-se para Milão e integrou o exército romano, chegando a comandar a guarda do imperador Diocleciano. Convertido ao cristianismo, visitava prisioneiros condenados à morte no Coliseu e prestava-lhes auxílio espiritual.

Descoberto como cristão, foi inicialmente executado por flechamento e dado como morto. Sobreviveu aos ferimentos, recebeu cuidados e, após recuperar-se, voltou a confrontar o imperador. Acabou condenado à morte por açoites em 287, e seu corpo foi sepultado próximo às catacumbas dos apóstolos.

O culto a São Sebastião ganhou força no século 4, quando o imperador Constantino mandou erguer uma basílica na Via Ápia para abrigar suas relíquias. Desde então, ele passou a ser invocado contra pragas, fome e guerra. Em épocas recentes, segmentos das comunidades LGBTQIA+ também adotaram a figura de São Sebastião como símbolo de resistência e beleza.

Sincretismo religioso

Na religiosidade afro-brasileira, São Sebastião foi associado ao orixá Oxóssi, divindade ligada às matas, à caça, à fartura e ao conhecimento. Ambos são representados como guerreiros e identificados com o uso da flecha. A coincidência na data de celebração, 20 de janeiro, reforça a sobreposição entre devoção católica e práticas afro-brasileiras.

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