O Brasil terá 14 atletas em cinco modalidades nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão–Cortina 2026, que serão realizados de 6 a 22 de fevereiro. É a maior delegação brasileira em edições de inverno, superando o recorde de 13 competidores em Sochi 2014. O país segue em busca de sua primeira medalha olímpica de inverno.
A equipe brasileira será formada por representantes no esqui alpino, esqui cross‑country, snowboard halfpipe, skeleton e bobsled. No esqui alpino foram convocados Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. No cross‑country, a delegação inclui Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva. Pat Burgener e Agostinho Teixeira aparecem no snowboard halfpipe. Nicole Silveira será a única atleta no skeleton. No bobsled, apenas o piloto do quatro‑homens foi confirmado: Edson Bindilatti; os demais membros do trenó e o reserva serão anunciados em breve.
Nicole Silveira, 31 anos, foi quarta colocada no Mundial de skeleton no ano passado e conquistou o bronze na etapa da Copa do Mundo em St. Moritz em 9 de janeiro. Vive no Canadá desde os sete anos e já competiu no bobsled, modalidade pela qual esteve qualificada para PyeongChang 2018.
Edson Bindilatti é o piloto definido para o bobsled 4‑man. O baiano tem histórico em edições anteriores dos Jogos de Inverno — participou de Salt Lake City 2002, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014, PyeongChang 2018 e Pequim 2022 — e carimbou a vaga brasileira ao terminar em quarto lugar na prova de quatro homens da Copa América de bobsled, em Lake Placid, no dia 11 de janeiro. Naquele evento, o trenó contou com André Luiz da Silva, Edson Martins e Tauler Zatti.
No esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen chega em boa fase, com quatro pódios na temporada atual, incluindo vitória no slalom de Levi (Finlândia), e pratas em Alta Badia, Adelboden e Wengen, esta última em 18 de janeiro. Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, Braathen passou a competir pelo Brasil em 2024.
Christian Oliveira, nascido no Rio de Janeiro e criado na Noruega, integrou equipes norueguesas e o time de esqui alpino da Universidade de Denver (EUA) antes de optar pela nacionalidade esportiva brasileira na temporada 2025/2026.
Giovanni Ongaro, nascido na Itália e filho de mãe brasileira, mudou a nacionalidade esportiva para o Brasil em 2024/25. No Mundial Júnior de 2025, em Tarvisio, foi 31º no slalom.
Alice Padilha garantiu a vaga feminina do esqui alpino para o Brasil após resultados obtidos em fevereiro do ano passado. Carioca, começou a esquiar aos seis anos nos Estados Unidos e treina na Áustria desde que completou 18 anos.
No esqui cross‑country, Eduarda Ribera, 21 anos, disputará a sua segunda Olimpíada — a primeira foi Pequim 2022, quando entrou na equipe no lugar de Bruna Moura. Residente no Brasil, Ribera coleciona vitórias no Circuito Brasileiro de Rollerski, organizado pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), e tem experiência em competições internacionais.
Bruna Moura teve a estreia olímpica adiada em 2022 devido a um acidente de carro e, desde então, competiu em provas de ski cross‑country na Europa, incluindo Mundiais da modalidade.
Manex Silva obteve o índice olímpico masculino no Mundial de Trondheim (Noruega), em fevereiro do ano passado, assegurando a primeira vaga brasileira no cross‑country masculino para Milão–Cortina. O atleta, nascido no Acre há 23 anos, vive na Europa desde a adolescência e já competiu em Pequim 2022.
No snowboard halfpipe, Pat Burgener, nascido na Suíça, transferiu sua nacionalidade esportiva para o Brasil no ciclo que antecedeu esta Olimpíada. Em dezembro tornou‑se o primeiro brasileiro a avançar à final da etapa de abertura da Copa do Mundo em Secret Garden (China) e conquistou bronze em Calgary (Canadá) no início deste ano. Esta será sua primeira Olimpíada vestindo a camisa do Brasil e a terceira da carreira.
Agostinho Teixeira, nascido em Ushuaia (Argentina), teve bons resultados no ciclo olímpico, com título na European Cup em Kitzsteinhorn (Áustria) e 18ª colocação no Mundial de Halfpipe em Engadin (Suíça).
A Confederação e o Comitê Olímpico Brasileiro informaram que os nomes dos demais integrantes do trenó do bobsled e o atleta reserva serão divulgados em data posterior.




