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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Ucrânia, Rússia e EUA se reúnem pela primeira vez para negociações

Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se reúnem em Abu Dhabi neste fim de semana para tratar do controle sobre territórios no leste ucraniano. É a primeira reunião trilateral entre os três países desde a invasão russa de 2022.

A realização do encontro foi confirmada após conversas no Kremlin entre o presidente Vladimir Putin, o enviado especial dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner. Autoridades russas também informaram que a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança ocorre em Abu Dhabi.

Não foram divulgados detalhes das negociações nem está claro se representantes russos e ucranianos terão encontros bilaterais no local. Entre os temas previstos estão as disputas territoriais reclamadas por Moscou, consideradas decisivas para qualquer acordo de longo prazo.

O Kremlin indicou que a resolução da questão territorial é condição para um pacto duradouro e que Moscou manterá suas posições enquanto buscar seus objetivos militares até que um acordo seja alcançado.

O governo ucraniano confirmou que o controle do Donbass — região que inclui Donetsk e Lugansk — estará na pauta das delegações. Kiev informou ainda que um acordo de garantias de segurança com os Estados Unidos está praticamente finalizado, aguardando apenas a definição de data e local para assinatura por parte do governo norte-americano. Defesa aérea e cooperação econômica para a reconstrução pós-guerra também foram citadas como temas de discussão com Washington.

A comitiva russa será liderada pelo general Igor Kostyukov, alto funcionário do Estado-Maior. O Kremlin afirmou que a delegação será composta exclusivamente por representantes do Ministério da Defesa e já partiu rumo a Abu Dhabi.

A Ucrânia será representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov; pelo chefe de gabinete Kyrylo Budanov; pelo vice-chefe de gabinete Serhiy Kyslytsia; e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andriy Gnatov.

Em Davos, no dia anterior, o presidente ucraniano fez críticas aos aliados europeus sobre fragmentação e perda de influência, posicionamento que acompanhou seu encontro com o presidente dos Estados Unidos. Autoridades de Kiev afirmam que esse encontro em Davos resultou em um entendimento sobre garantias de segurança.

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