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domingo, março 15, 2026

Polícia Federal realiza operação contra executivos da Rioprevidência

O presidente e diretores do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) foram alvo, nesta sexta-feira (23), da Operação Barco de Papel, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura operações financeiras irregulares de cerca de R$ 1 bilhão envolvendo o Banco Master.

A instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro encontra-se em crise e teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.

No Rio de Janeiro, agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. Um dos mandados foi cumprido na residência do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. No local, foram apreendidos um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil, um pen drive, um relógio e documentos. Antunes não foi localizado; a entidade informou que ele está em férias programadas desde 2025.

A Polícia Federal também vistoriou os endereços do ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e do ex-diretor interino de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal. Na casa de Eucherio foram apreendidos R$ 3,5 mil, um veículo de alto padrão, um celular, notebooks, pen drives, HDs e documentos.

Segundo as apurações, o fundo teria aplicado R$ 970 milhões no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024. A PF aponta que essas operações colocaram em risco o patrimônio dos cerca de 235 mil servidores do estado do Rio de Janeiro e seus dependentes, podendo culminar em prejuízo aos beneficiários.

Estão sob investigação crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, formação de associação criminosa e corrupção passiva.

O Rioprevidência divulgou que considera os investimentos resguardados por determinação judicial e que os pagamentos a aposentados e pensionistas seguem normalmente. Segundo a entidade, parte do valor estaria sendo recuperada por meio da retenção de parcelas de empréstimos consignados que seriam repassadas ao Banco Master.

O Banco Master, alvo de suspeitas de fraudes, lavagem de dinheiro e outras irregularidades, permanece em processo de liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central.

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