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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Homem é morto por agentes do ICE durante protesto em Minneapolis, nos EUA

Um homem de 37 anos morreu neste sábado (24) em Minneapolis após ser baleado por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE). A vítima foi levada a um hospital, onde foi confirmada a morte. Segundo autoridades locais, ele residia na cidade e era cidadão americano.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores. Ainda de acordo com o órgão, o disparo ocorreu durante uma operação direcionada para localizar um imigrante em situação irregular, quando a vítima teria reagido de forma violenta e um agente atirou alegando temor pela própria vida.

Vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Police” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. A polícia de Minneapolis recebeu aviso do caso por volta das 9h (horário local) e disse que, ao que tudo indica, a vítima possuía porte legal de arma conforme a legislação do estado.

A cidade vive clima de tensão ante operações federais de imigração. O episódio ocorreu poucas semanas após outra ação do ICE em que Renee Good, também de 37 anos e cidadã norte-americana, foi morta em janeiro — caso que provocou novos protestos e está sob investigação.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do alto comissariado para os Direitos Humanos, pediu investigação sobre possíveis violações no tratamento dispensado a imigrantes e refugiados nos Estados Unidos. Em comunicado, a entidade relatou preocupações quanto a detenções realizadas em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências, e apontou riscos ao princípio da unidade familiar.

Entre os episódios citados pela ONU está o de 20 de janeiro em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai. Autoridades educacionais locais afirmaram que a criança teria sido utilizada como isca para localizar outros imigrantes em uma residência. Pai e filho teriam sido levados a um centro de detenção no Texas, segundo o advogado da família.

O alto comissariado também manifestou preocupação com o uso de força potencialmente desproporcional em operações de fiscalização, lembrando que, segundo o direito internacional, o emprego intencional de força letal deve ocorrer apenas como último recurso diante de ameaça iminente à vida.

A ONU apontou ainda problemas no acesso oportuno a assistência jurídica por parte de detidos e na falta de avaliações individualizadas em processos de prisão e deportação, o que, na avaliação da entidade, expõe especialmente crianças a riscos duradouros.

O alto comissariado pediu uma investigação independente e transparente sobre o aumento de mortes sob custódia do ICE. De acordo com dados citados pela entidade, foram registradas ao menos 30 mortes em 2025 e outras seis neste ano. A ONU solicitou que as autoridades norte-americanas adotem práticas compatíveis com o direito internacional e o devido processo legal.

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