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quarta-feira, março 18, 2026

Mãe de vítimas de Brumadinho afirma que desastre foi “tragédia anunciada”

Crianças sentadas no chão da Avenida Paulista amassaram argila e moldaram pequenos vasos para acomodar sementes e mudas em ato simbólico realizado neste domingo (25). A atividade marcou os sete anos do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, incidente que causou 272 mortes.

A iniciativa foi promovida pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, criado em memória dos dois filhos de Helena Taliberti, mortos quando a Pousada Nova Estância foi atingida pelos rejeitos. Na mesma tragédia também morreram a nora de Helena, grávida de cinco meses, além do ex-marido dela e da então esposa deste.

Ao meio-dia e 28 minutos, uma sirene foi acionada na Avenida Paulista para lembrar o horário do início do rompimento, quando, em 25 de janeiro de 2019, o sistema de alerta não funcionou para avisar a população atingida.

O ato teve como objetivo relembrar as vítimas e cobrar responsabilização pelos danos causados pelo desastre. Após sete anos, não há ainda responsabilização criminal definitiva: um processo em tramitação na Justiça de Minas Gerais deve julgar 15 pessoas envolvidas no episódio.

A programação na avenida incluiu a oficina de argila voltada às crianças e a execução da sirene no horário que marcou o rompimento da barragem.

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