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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Lula e Macron discutem por telefone o Conselho da Paz de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, trocaram telefonemas na manhã desta terça-feira (27) para tratar da proposta do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com objetivo declarado de pacificar e reconstruir a Faixa de Gaza. A ligação durou cerca de uma hora, segundo informou o Palácio do Planalto.

Durante a conversa, ambos defenderam o fortalecimento das Nações Unidas e concordaram que ações relacionadas à paz e à segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios da Carta da ONU.

Lula consta entre os líderes convidados para integrar o conselho e ainda não respondeu ao convite. A França também recebeu convite e já recusou participação.

Nas últimas semanas, o presidente brasileiro manteve contatos telefônicos com diversos chefes de Estado, entre eles Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Gustavo Petro (Colômbia), Narendra Modi (Índia), Pedro Sánchez (Espanha), Mark Carney (Canadá) e Claudia Sheinbaum (México).

Em diálogo anterior, na segunda-feira (26), Lula conversou com o presidente Trump. Nesse contato foram debatidos pontos sobre a composição e o escopo do conselho, inclusive a possibilidade de assento para a Palestina e a limitação das discussões às questões da Faixa de Gaza. Também ficou acertada uma visita de Lula aos Estados Unidos ainda este ano, em data a ser definida.

Venezuela

No telefonema com Macron, o tema Venezuela foi abordado. O Palácio do Planalto informou que os dois mandatários condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e ressaltaram a importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo.

Acordo Mercosul-União Europeia

Os presidentes também trataram do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo o Planalto, Lula reiterou avaliação favorável ao pacto, considerando-o benéfico para ambos os blocos e uma contribuição ao multilateralismo e ao comércio baseado em regras.

O acordo foi assinado em 17 de janeiro, após 26 anos de negociações. Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre a parceria, medida que suspende, na prática, o processo de implementação; o tribunal costuma levar cerca de dois anos para emitir parecer.

A França figura entre os países que se opõem à ratificação, alegando riscos para a agricultura local diante da concorrência de produtos importados mais baratos.

Agenda bilateral

Por fim, Lula e Macron discutiram a agenda bilateral e se comprometeram a concluir negociações em andamento para assinatura de acordos no primeiro semestre de 2026. Conforme o Planalto, o diálogo entre os dois governos é frequente, com ênfase em cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia e energia.

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