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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Após iniciativa de Trump, Lula pede neutralidade do Canal do Panamá

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (28), durante visita ao Panamá, o apoio do Brasil à neutralidade do Canal do Panamá. Na agenda, também constou o encaminhamento ao Congresso de proposta de adesão formal ao Protocolo de Neutralidade do canal.

Lula recebeu a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta condecoração panamenha. A visita incluiu participação na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, onde o tema da neutralidade foi tratado entre as prioridades bilaterais.

Em agosto de 2025, o governo brasileiro já havia enviado ao parlamento o reconhecimento direto do tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá, medida que agora teve reforço durante a viagem.

Brasil e Panamá assinaram acordos voltados à ampliação do comércio e dos investimentos. Entre os instrumentos firmados está um acordo de facilitação de investimentos, com objetivo de estimular o fluxo de capitais entre os dois países. Foram acertadas ainda iniciativas de cooperação em turismo e gestão portuária.

As negociações abrangeram a atualização do acordo de serviços aéreos para conferir maior segurança jurídica ao transporte de cargas. Também houve tratativas sobre um acordo de preferências tarifárias, apoiado pelo Brasil com base na adesão do Panamá como Estado Associado do Mercosul.

O Panamá é o principal parceiro comercial do Brasil na América Central. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 1,6 bilhão. Nos entendimentos entre os governos, figurou a conclusão do procedimento sanitário para permitir a importação de carne bovina, suína e de aves do Brasil.

No Fórum Econômico Internacional, a delegação brasileira colocou a cooperação regional como eixo para enfrentar desafios comuns. Foram debatidos temas como integração de infraestruturas, fortalecimento do comércio intrarregional e aproveitamento de recursos naturais — incluindo energia, biodiversidade, água e minerais — como fatores para a transição digital e energética e para maior inserção nas cadeias globais de valor.

Entre os assuntos apontados como prioritários estiveram também o combate ao crime organizado transnacional e a necessidade de mecanismos de concertação regional.

Em encontro bilateral com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, Lula tratou de infraestrutura, oportunidades de investimento e rotas para a integração sul-americana, incluindo alternativas para garantir à Bolívia acesso a portos e escoamento de sua produção. As conversas abordaram ainda a retomada do diálogo na área energética e iniciativas conjuntas contra o crime organizado na Amazônia.

Foi anunciado um convite para uma visita de Estado de Rodrigo Paz ao Brasil no primeiro semestre de 2026, com participação prevista de empresários. Os dois chefes de Estado instruíram suas pastas de Relações Exteriores a levantarem projetos prioritários em curso como preparação para o encontro.

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