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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Oriente Médio vive escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos

Trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã elevaram a tensão no Oriente Médio e podem pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, com impactos para países da região.

A Casa Branca deslocou para a região o porta-aviões USS Abraham Lincoln, um dos maiores da frota norte-americana. O governo dos EUA advertiu que poderá responder com ataques mais severos do que os realizados em junho de 2025 caso Teerã não aceite um acordo que o comprometa a não desenvolver armas nucleares.

No ano passado, Estados Unidos e Israel atacaram instalações militares e nucleares iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra alvos em Israel.

Em postagem nas redes sociais, o presidente dos EUA informou que o prazo para uma solução está se esgotando. A mídia estatal iraniana reportou que o ministro das Relações Exteriores afirmou não ter buscado negociações nem contatado o enviado especial americano, Steve Witkof.

Autoridades iranianas emitiram alerta à navegação no Estreito de Ormuz, anunciando exercícios militares na rota comercial que concentra cerca de 20% do petróleo transportado internacionalmente. O fechamento do estreito já foi cogitado como retaliação aos ataques de junho passado, o que preocupa analistas por seu potencial efeito sobre os preços e o abastecimento.

O Irã detém a terceira maior reserva de petróleo do mundo e é o quinto maior produtor. Outros membros da Opep banhados pelo Golfo Pérsico incluem Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Economistas citados pela agência Reuters apontaram que a possibilidade de um ataque ao Irã já elevou o preço do barril em até quatro dólares.

O aumento das sanções e da pressão diplomática ocidental coincidiu com uma onda de protestos no Irã no início de 2026. Organizações de direitos humanos estimam mais de 6 mil mortos e mais de 40 mil detidos nos confrontos com as forças de segurança; o governo iraniano informa cerca de 3 mil óbitos e classifica parte dos envolvidos como terroristas.

As manifestações combinam reivindicações por maior liberdade política e reação ao custo de vida, afetado em parte pelas sanções internacionais. Teerã responsabiliza interferência externa e reagiu com repressão que incluiu bloqueio da internet.

Fontes da Reuters indicam que a administração Trump avalia opções como ataques direcionados a forças de segurança e líderes iranianos, enquanto o Irã ameaçou atingir bases americanas em países vizinhos, como Catar e Bahrein, em caso de intervenção.

A repressão aos protestos também motivou nova rodada de sanções por países europeus e a classificação da Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista por autoridades da União Europeia.

Informações principais: Reuters, RTP e Lusa.

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