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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Ministério da Saúde inicia aplicação de vacina contra bronquiolite em bebês prematuros e crianças com comorbidades

Mato Grosso do Sul começou, na segunda-feira (2), a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe em bebês prematuros atendidos pelo SUS. As primeiras doses foram administradas na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, em ação coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pela rede de atenção neonatal.

O nirsevimabe é indicado para recém-nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação e para crianças com comorbidades — entre elas cardiopatias congênitas, síndrome de Down e fibrose cística — incluindo pacientes de até 24 meses, conforme critérios do Ministério da Saúde. O medicamento oferece proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por casos graves de bronquiolite e pneumonia.

Quanto ao esquema, prematuros recebem dose única. Crianças com comorbidades terão duas doses, aplicadas em cada período sazonal ao qual estarão expostas. A medida tem como objetivo reduzir internações por bronquiolite, sobretudo nos meses de maior circulação do vírus e maior pressão sobre os leitos hospitalares.

A incorporação do imunizante faz parte da Rede de Imunobiológicos Especiais do SUS. Antes do início das aplicações, a SES realizou levantamento técnico sobre nascimentos prematuros e capacidade de atendimento das maternidades, para enviar doses compatíveis com a média mensal de cada unidade.

A distribuição aos municípios será organizada pela plataforma digital Sistema E-Crie, que gerencia solicitações e repasse de imunobiológicos especiais para os 79 municípios do estado. O Ministério da Saúde autorizou ainda o resgate vacinal para crianças nascidas a partir de agosto de 2025, desde que atendam aos critérios do informe técnico vigente.

Em Campo Grande, o atendimento para agendamento e orientações é feito pela Sesau pelo telefone (67) 99875-3662. Após o contato, as famílias são encaminhadas às Unidades Básicas de Saúde dos bairros Alves Pereira, Marabá, Jardim Presidente e Cristo Redentor. As maternidades Santa Casa, Hospital Universitário, Hospital Regional e Cândido Mariano realizam a aplicação exclusivamente em bebês internados. No interior, a orientação e o encaminhamento são feitos pelas UBS municipais.

Na Maternidade Cândido Mariano, a aplicação será realizada semanalmente, às quintas-feiras, nas unidades intermediárias e nas UTIs neonatais. Após a administração do imunizante, os bebês permanecem em observação, e podem ocorrer reações leves, como em qualquer imunização.

Entre os casos atendidos está uma bebê que nasceu com 32 semanas e permaneceu 43 dias na UTI neonatal, exemplificando a vulnerabilidade do grupo-alvo. No setor privado, o custo do imunizante varia atualmente entre R$ 1.500 e R$ 3.500. A SES prevê ampliar gradualmente o número de doses conforme a demanda e o registro de nascimentos prematuros no estado.

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