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sexta-feira, março 13, 2026

Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% em 2024

A projeção do mercado financeiro para o IPCA de 2026 recuou de 3,99% para 3,97%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central em Brasília.

As estimativas para os anos seguintes ficaram em 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028 e 2029. Esta é a quinta semana consecutiva de redução da previsão para 2026, que agora está dentro da faixa de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional: meta central de 3% com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (1,5% a 4,5%).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (10) o IPCA de janeiro, primeira informação referente a 2026. Em dezembro, a inflação foi de 0,33%, acima dos 0,18% de novembro, e o IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025.

Taxa Selic

A taxa básica de juros permanece em 15% ao ano, nível estabelecido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O patamar não foi alterado pelo quinto encontro consecutivo e representa o nível mais alto desde julho de 2006, quando a Selic estava em 15,25% ao ano.

O Copom indicou a possibilidade de iniciar redução dos juros na reunião de março, caso a trajetória da inflação continue favorável e o cenário econômico não apresente surpresas. O mercado prevê queda da Selic para 12,25% ao ano até o fim de 2026. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas são de 10,5%, 10% e 9,5% ao ano, respectivamente.

Impacto dos juros

A elevação da Selic visa refrear uma demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança, o que tende a frear pressões inflacionárias, mas também pode limitar a expansão econômica. Por outro lado, cortes na taxa costumam baratear empréstimos, estimular consumo e produção e reduzir o controle sobre a inflação. Bancos consideram ainda risco de inadimplência, margem de lucro e custo operacional ao definir as taxas cobradas aos clientes.

PIB e câmbio

No boletim Focus, o mercado manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,8% para este ano e também em 1,8% para 2027. Para 2028 e 2029, a expectativa é de expansão de 2% em cada ano.

O IBGE registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, considerado estabilidade, impulsionado pela indústria e pela agropecuária. O resultado consolidado do PIB de 2025 será divulgado em 3 de março.

Em 2024, o PIB cresceu 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021, quando o avanço foi de 4,8%.

A cotação do dólar projetada pelo mercado é de R$ 5,50 no fim deste ano, patamar que também está previsto para o encerramento de 2027.

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