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segunda-feira, fevereiro 9, 2026

Ministros defendem ampliação de parcerias para investimentos em infraestrutura

Ministros da área de infraestrutura defenderam, nesta segunda-feira (9), parcerias com a iniciativa privada para ampliar investimentos em rodovias, portos, aeroportos, saneamento e habitação. O encontro aconteceu em seminário no BNDES e teve participação de representantes do setor privado, bancos e gestoras de recursos.

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi citado entre as iniciativas do governo para reduzir o déficit habitacional. A pasta responsável projeta chegar a 3 milhões de contratos assinados com famílias beneficiadas até o fim de 2026. Segundo dados mencionados no evento, o MCMV correspondeu a 85% dos lançamentos imobiliários no país.

Em saneamento, foi informado que o governo já aplicou R$ 60 bilhões, mas que recursos privados serão necessários para alcançar a universalização do abastecimento de água e do tratamento de esgoto até 2033.

No setor de transportes, foi ressaltado que o Brasil possui o maior pipeline de concessões de rodovias do mundo. Está prevista a contratação de cerca de R$ 400 bilhões em investimentos privados para rodovias, ferrovias e projetos de mobilidade, em um ciclo que se estende por mais de quatro anos.

O presidente do BNDES apresentou estimativa de hiato de investimentos em infraestrutura equivalente a 1,74% do Produto Interno Bruto (PIB) e indicou a necessidade de um nível mínimo de aplicação de cerca de R$ 218 bilhões por ano. Também foi informado que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já atingiu R$ 788 bilhões desde seu lançamento em 2023, com a meta de chegar a R$ 1 trilhão.

O banco público aprovou financiamento de R$ 9,2 bilhões para a concessionária EPR Iguaçu. Os recursos serão destinados a obras de melhoria em 662 quilômetros de rodovias nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, abrangendo trechos das BR-163, BR-277 e das rodovias estaduais PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483.

No campo do mercado de capitais, o BNDES tem ampliado sua atuação como forma de dividir riscos e facilitar captação de recursos para projetos. O banco possui uma carteira de R$ 80 bilhões em debêntures.

Dados do mercado financeiro apontam que, em 2025, o total de emissões em debêntures no país chegou a R$ 496 bilhões, dos quais R$ 172 bilhões destinaram-se a infraestrutura.

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