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terça-feira, fevereiro 10, 2026

Frevo combina marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira

O frevo nasceu no Recife, no final do século XIX, e resultou da mistura entre a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados têm origem na capoeira, quando movimentos de luta foram convertidos em dança.

O gênero se apresenta em três variações principais. O frevo de rua é essencialmente instrumental. O frevo-canção incorpora voz ao conjunto. Já o frevo de bloco é tocado por orquestras de pau e cordas, com formação que inclui violões, banjos e bandolins.

Ao longo do século XX, compositores locais deram forma e força ao ritmo. Nomes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes são referência na consolidação do repertório.

Entre os detentores dessa tradição viva está J. Michiles, autor de mais de 150 frevos. Em seu catálogo figura a marcha conhecida como “Vampira”, que se tornou um dos hinos do repertório.

O frevo permanece como elemento central da cultura pernambucana e segue presente nas festas e na memória musical da cidade.

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