O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou uma nova licença que facilita operações de exploração e produção de petróleo e gás na Venezuela, ao mesmo tempo em que impede a participação de empresas e pessoas vinculadas à China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã.
O documento, emitido pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), libera transações relacionadas a pagamentos, transporte e logística, fretamento de embarcações, seguros marítimos e serviços portuários e de terminais. Também permite operações de manutenção, reforma e reparo de itens empregados em atividades de exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo e gás.
Em paralelo, a licença proíbe negócios com qualquer pessoa ou entidade ligada ou controlada, direta ou indiretamente, por atores dessas cinco nacionalidades, inclusive em joint ventures.
A medida representa uma flexibilização do embargo econômico que vinha afetando a economia venezuelana, país detentor das maiores reservas de petróleo comprovadas no mundo.
A iniciativa chega depois de uma série de mudanças encaminhadas pelo novo governo interino de Delcy Rodríguez, entre elas uma nova lei do petróleo destinada a atrair investimentos estrangeiros e o envio de um projeto de lei de anistia para opositores presos.
A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou que a produção de petróleo e gás na Venezuela permanece incerta, embora as exportações de petróleo bruto tenham apresentado recuperação desde janeiro. Grande parte do produto tem sido direcionada a terminais de armazenamento no Caribe. A EIA estima que a ampliação das licenças concedidas pelos EUA pode restaurar a produção aos níveis anteriores às restrições até meados de 2026.




