Animais levados a blocos de rua e a ambientes com grande concentração de pessoas e música alta podem sofrer estresse, desconforto e até problemas graves de saúde, alertou o presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ).
Cães têm audição muito mais sensível que a humana. Barulhos intensos — como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões — podem provocar medo, estresse e crises de ansiedade. Essas reações aumentam a probabilidade de comportamentos agressivos ou de tentativas de fuga, elevando o risco de atropelamento, especialmente em animais de pequeno porte.
A presença de muitas pessoas também amplia a chance de contato com outros animais, cenário em que agressividade e ansiedade podem surgir em qualquer raça.
Temperaturas altas são outro fator de risco. Como os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, a exposição prolongada ao calor e ao sol pode causar hipertermia, desmaios e, em casos extremos, óbito.
Há ainda riscos relacionados à alimentação e aos cheiros em eventos de rua. Alimentos oferecidos por barracas podem ser perigosos para os animais. Perfumes fortes, fumaça e odores intensos podem ser desconfortáveis e difíceis de evitar em meio à multidão.
Produtos usados em festas e fantasias também podem causar danos. Espumas de carnaval podem irritar pele e mucosas. Glitter, adereços e pequenas peças podem provocar alergias, intoxicação ou obstrução se ingeridos. Fantasias para pets podem prejudicar a regulação térmica e estimular tentativas de remoção, o que aumenta o risco de ingestão de fragmentos.
Diante desses riscos, a orientação do CRMV-RJ é priorizar o bem-estar dos animais e manter pets em ambiente seguro e tranquilo durante o Carnaval, evitando expô‑los a aglomerações e estímulos potencialmente nocivos.




