O bloco Pacotão, uma das tradições mais antigas do Carnaval de Brasília, encerrou a festa na capital federal com grande público. Criado em 1978 por jornalistas que passaram a usar o humor como forma de expressão durante a ditadura militar, o grupo completa quase 50 anos de existência.
Ao som de marchinhas e acompanhados pela Banda Podre do Pacotão, os foliões percorreram a W3 Norte em marcha pela contramão até o Eixo Monumental. A apresentação manteve a característica do bloco de mistura de irreverência, sátira e crítica social.
O tema da edição deste ano abordou o escândalo do Banco Master e apresentou alfinetadas a instituições financeiras como o BRB. Durante o percurso, houve fantasias que faziam referência ao debate sobre a relação entre órgãos públicos e fundos privados.
Alguns participantes aproveitaram a festa para questionar a data do Carnaval, que neste ano caiu no meio do mês, enquanto outros trouxeram adereços e críticas bem-humoradas sobre temas locais.
Além do Pacotão, a terça-feira (17) contou com outros blocos na capital, como As Leis de Gaga, da Saly e das Braba. O show da sambista Kris Maciel fechou a programação da folia em Brasília.




