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domingo, fevereiro 22, 2026

Emanoel Araújo e o Museu Afro Brasil: arte, espiritualidade e memória

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, situado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, apresenta uma programação de exposições e atividades voltadas para o acervo e produções relacionadas às culturas afro-brasileiras.

A exposição de Isa do Rosário pode ser vista até domingo (22). A mostra reúne cerca de 20 trabalhos — pinturas, colagens e bordados — dedicados a orixás e às bonecas abayomi, com imagens recorrentes de serpentes, rios e mantos. O título da mostra é “Como a Terra Respira”.

A programação do mês enfatiza temas como ancestralidade, arte contemporânea, educação e práticas culturais vivas. Entre as ações temáticas está a visita “Odoyá: a presença de Iemanjá no acervo”, que propõe reflexão sobre as diferentes formas de representação de Iemanjá nas religiões de matriz africana do Brasil.

Na Marquise do Parque Ibirapuera há a exposição de fotografias de Arlindo de Souza Amorim, conhecido como Xirumba e reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Intitulada “Orquestra”, a mostra traz registros de manifestações populares, entre elas o maracatu rural e o cavalo-marinho, e inclui imagens do Cambinda Brasileira, considerado o maracatu mais antigo em atividade no país.

Outra mostra em cartaz é “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, do artista Roméo Mivekannin, nascido na Costa do Marfim e radicado entre França e Benin. A exposição reúne mais de 30 trabalhos em pintura e têxteis que questionam a história da arte ocidental a partir da perspectiva colonial, abordando ainda a escravização e o genocídio de povos negros.

Programação complementar inclui uma palestra sobre a exposição de Roméo Mivekannin, marcada para 26 de fevereiro, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva. No dia 28 haverá oficina de confecção de xequerê e lançamento do livro O futuro ancestral de Acauã, de Henrique André, na Biblioteca Carolina Maria de Jesus.

Outras mostras permanecem no Museu Afro Brasil até março: “Singular Plural”, de Rubem Valentim; a coletiva “Popular, Populares”, com obras de artistas negros e indígenas; e “Silêncio Retumbante”, de Izidorio Cavalcanti, que reúne instalações, pinturas, esculturas e videoperformances.

O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 17h. Os ingressos têm preço a partir de R$ 7,50, e a entrada é gratuita às quartas-feiras.

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