O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, participou de uma coletiva realizada na embaixada iraniana em Brasília nesta segunda-feira (2).
Na mesma data estava prevista em Viena uma reunião de especialistas em questões nucleares organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Autoridades iranianas anunciaram a nomeação de um Conselho de Liderança Interino após o assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei, ocorrido no último sábado (28). O conselho passou a exercer, de forma temporária, as funções do líder enquanto a Assembleia dos Especialistas não elege um sucessor.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel. Relatos indicam que, pela segunda vez em oito meses, Israel e os EUA realizaram ações militares contra alvos iranianos, enquanto o Irã retaliou atingindo instalações que teriam relação com forças dos EUA em países da região, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia.
Contexto histórico: em 2018 os Estados Unidos abandonaram o acordo nuclear de 2015 (conhecido como JCPOA), firmado na gestão de Barack Obama. Desde então, Teerã e Washington se enfrentam sobre o alcance do programa nuclear iraniano, que o Irã afirma ter fins pacíficos. Israel, por sua vez, nunca submeteu seu programa nuclear a inspeções internacionais.
Na transição para um possível novo ciclo de negociações, autoridades de Omã, que atuam como mediadores entre Washington e Teerã, divulgaram que houve proximidade para um acordo, com o Irã tendo supostamente concordado em não manter urânio enriquecido em níveis que permitiriam a fabricação de arma nuclear. Na gestão de 2025, a administração norte-americana passou a exigir, além do desmantelamento do programa nuclear, restrições ao programa de mísseis balísticos de longo alcance e ao apoio iraniano a grupos como Hamas e Hezbollah.




