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quarta-feira, março 4, 2026

Ataque danifica o Palácio de Golestan, patrimônio da UNESCO em Teerã

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou nota nesta semana manifestando preocupação com danos ao Palácio de Golestan, em Teerã, que teriam ocorrido após um ataque aéreo à Praça Arag, na capital iraniana.

A entidade informou que monitora o patrimônio cultural no Irã e na região e que comunicou às partes envolvidas as coordenadas dos locais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, com o objetivo de reduzir riscos de danos. A Unesco também ressaltou que bens culturais são protegidos pelo direito internacional, citando a Convenção de Haia de 1954 e seu mecanismo de proteção reforçada.

O Palácio de Golestan, entre os mais antigos monumentos históricos de Teerã, é considerado exemplar da era do Império Cajar. A edificação combina tradições persas de artesanato e arquitetura com influências ocidentais e foi sede do governo da dinastia Qajar, que assumiu o poder em 1779 e estabeleceu Teerã como capital.

Os novos ataques fazem parte de uma ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel. Segundo relatos, a operação mais recente teve início no sábado (28), com bombardeios sobre Teerã. Foram apontadas mortes de autoridades iranianas, entre elas nomes de destaque no cenário político do país.

Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra países árabes do Golfo onde há presença militar dos Estados Unidos, entre eles Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

No plano diplomático, o texto lembra que os Estados Unidos se retiraram, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, do acordo de 2015 que previa inspeções internacionais ao programa nuclear iraniano. Desde então, Washington e Tel Aviv passaram a acusar Teerã de buscar armas nucleares, enquanto o governo iraniano afirma que seu programa tem finalidade pacífica e se dispõe a inspeções internacionais. Israel, por sua vez, nunca submeteu seu programa nuclear a verificações externas.

Ao assumir um segundo mandato em 2025, o governo Trump intensificou a pressão sobre Teerã, exigindo não apenas o desmantelamento do programa nuclear, mas também o fim do desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance e a interrupção do apoio a grupos considerados por Washington e Tel Aviv como resistentes, como Hamas e Hezbollah.

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