O dia 6 de março marca a Revolução Pernambucana de 1817, quando a província de Pernambuco declarou-se independente de Portugal. A experiência durou pouco mais de dois meses, sendo lembrada como um dos primeiros movimentos republicanos no território que hoje é o Brasil.
O levante foi motivado por descontentamento com o aumento de impostos após a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. A província tinha de arcar com despesas da nova capital, como a taxa de iluminação, enquanto cidades locais seguiam sem serviços básicos. A concentração de poder no Rio e a preferência por portugueses em cargos administrativos e militares também agravaram a insatisfação.
Fatores imediatos, como a seca de 1816 e problemas de abastecimento, intensificaram a tensão social nas vésperas do movimento. A revolta contou com apoio de diversos setores da sociedade e recebeu influência de outros movimentos de independência, a exemplo do ocorrido nos Estados Unidos.
O episódio foi sufocado em cerca de 75 dias; a data usualmente apontada para a derrota é 20 de maio de 1817. A coroa instaurou investigações e julgamentos para punir os envolvidos e inibir novas rebeliões. Como medida administrativa e política, foi criada em 16 de setembro de 1817 a Capitania das Alagoas, desmembrada de Pernambuco, uma mudança territorial com efeitos duradouros na região.
A memória da revolução permanece na bandeira de Pernambuco, inspirada nesse movimento, e no feriado estadual de 6 de março, data que reforça a identidade local e a ideia de que princípios republicanos ganharam força naquele episódio.




