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sábado, março 7, 2026

Campeonato de robótica do Festival SESI de Educação chega a São Paulo

Começa nesta sexta-feira (6) a 7ª edição do Festival SESI de Educação, uma das maiores competições de robótica da América Latina. O evento reúne em São Paulo cerca de 2,3 mil estudantes, com idades entre 9 e 19 anos, de escolas públicas e privadas de todo o país.

Da disputa sairão 13 equipes classificadas para a etapa mundial, prevista para 29 de abril a 2 de maio em Houston, nos Estados Unidos, sede da organização First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology).

O festival ocorre até domingo (8) no pavilhão da Fundação Bienal, no Parque Ibirapuera. Os estandes apresentam projetos em quatro modalidades, que vão desde miniaturas de carros de Fórmula 1 até robôs com mais de 50 quilos. Todos os trabalhos incluem, neste ano, a temática Arqueologia. A entrada é gratuita, das 9h às 17h.

A competição tem como proposta estimular a combinação entre pensamento crítico, trabalho em equipe, captação de recursos e aquisição de conhecimentos técnicos. Os participantes também são avaliados pela capacidade de apresentar seus projetos ao público, aproximando-os de práticas de divulgação científica. O festival valoriza a integração entre áreas como matemática, física e química e disciplinas das ciências humanas e artes.

Desde 2012, quando o SESI passou a organizar as competições da First no Brasil, mais de 45 mil estudantes já participaram dos torneios. Na categoria iniciante (FLLC), equipes brasileiras conquistaram, ao todo, mais de 110 prêmios internacionais.

A viabilidade dos projetos costuma depender de recursos públicos municipais e estaduais, especialmente no caso de escolas públicas. Em muitas situações há parcerias entre prefeituras e SESI para apoiar propostas educacionais que incluem a robótica como componente pedagógico. Também é recorrente a permanência de integrantes nas mesmas equipes por vários anos, o que favorece a transmissão de conhecimento entre veteranos e novos participantes.

Na quinta-feira (5), com o local fechado ao público, foi realizada a Festa da Amizade, evento de abertura voltado para promover trocas e networking entre os estudantes.

Representando a região Norte, a equipe JurunaBots desembarcou em São Paulo para competir. O grupo é formado por alunos da Escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna, de Vitória do Xingu (PA), município com cerca de 15 mil habitantes afetado pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A escola atua desde a década de 1950 e incorporou oficialmente a vertente da educação indígena em 2012.

Os estudantes desenvolveram o projeto Museu Vivo Itinerante do Xingu, que combina réplicas de artefatos selecionados por sua carga histórico-cultural e um aplicativo com recursos de realidade aumentada e expressões da língua juruna. A plataforma foi pensada para divulgar informações sobre objetos tradicionais, discutir apropriação cultural e o não reconhecimento da identidade associada a esses materiais, além de promover a retomada da memória dos povos originários. O projeto também incorpora elementos de oralidade, história e memória viva da comunidade Juruna.

Entre os episódios citados pela organização do festival está o retorno ao Brasil, em 2024, de um manto tupinambá que esteve na Dinamarca desde o século 17, usado como exemplo das dificuldades relacionadas à devolução de bens culturais às suas comunidades de origem.

O Festival SESI de Educação segue até domingo com programação de exposições, torneios e atividades educativas.

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