A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de sarampo em 2025 no estado: uma menina de seis meses, não vacinada, que esteve na Bolívia em janeiro. O Ministério da Saúde também registrou o caso como o primeiro do país no ano.
O episódio foi notificado em fevereiro e confirmado por exames laboratoriais.
Dados divulgados apontam que, em 2025, o estado de São Paulo registrou dois casos importados de sarampo. Em 2024, o Brasil confirmou 38 casos no total, distribuídos entre Distrito Federal (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1), Tocantins (25), Maranhão (1) e Mato Grosso (6).
Vacinação e recomendações
A proteção mais eficaz contra o sarampo é a vacinação. A vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação: a primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Para quem não possui comprovante de vacinação na infância, a orientação é: pessoas de 5 a 29 anos devem receber duas doses com intervalo mínimo de 30 dias; quem tem entre 30 e 59 anos deve tomar uma dose.
Sobre a doença
O sarampo é altamente contagioso e, historicamente, foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. Apesar dos avanços com a vacinação, a doença continua sendo um desafio em áreas com cobertura vacinal baixa.
Os sintomas podem se confundir com os de outras viroses. Entre as manifestações estão erupções avermelhadas na pele e coceira; a transmissão ocorre por via aérea, quando o infectado tosse, espirra, fala ou respira. Estima-se que uma pessoa com sarampo possa transmitir o vírus para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão é possível desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas.
Alerta internacional
Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para os países das Américas diante do aumento de casos na região. Entre o fim de 2024 e o início de 2025, houve um crescimento de 32 vezes no número de contágios registrados nas Américas.




