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quinta-feira, março 12, 2026

Dia Mundial do Rim: prevenção e atenção às doenças renais silenciosas

Em maio de 2025 a Organização Mundial da Saúde elevou a doença renal à categoria de prioridade global em saúde pública. A medida inclui a doença renal crônica (DRC) entre as principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) afirmou que o reconhecimento internacional amplia a visibilidade da DRC e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Em razão do Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a entidade também chamou atenção para o impacto de fatores ambientais sobre o risco renal e para a importância de práticas sustentáveis nos serviços de saúde, que podem contribuir para reduzir exposições evitáveis desde os primeiros estágios da vida.

Funções renais
Os rins desempenham várias funções essenciais: filtram o sangue, eliminam toxinas pela urina, mantêm o equilíbrio de eletrólitos (sódio, potássio, cálcio) e produzem hormônios envolvidos no controle da pressão arterial.

Fatores de risco
Entre os principais fatores que aumentam a chance de comprometimento renal estão:
– diabetes mellitus;
– hipertensão arterial;
– histórico familiar de doença renal;
– obesidade;
– sedentarismo;
– tabagismo;
– uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros fármacos nefrotóxicos;
– doenças cardiovasculares;
– infecções urinárias recorrentes ou obstrução do trato urinário;
– desidratação frequente e consumo insuficiente de água.

Risco de medicamentos
Alguns medicamentos podem ser nefrotóxicos e provocar perda progressiva da função renal. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são os mais frequentemente associados a esse risco e seu uso deve ser cauteloso e monitorado quando indispensável.

Detecção precoce
A DRC muitas vezes progride de forma silenciosa, e pacientes podem chegar aos serviços especializados com perda significativa da função renal. Para rastrear alterações precoces, recomenda-se realizar exames laboratoriais básicos: creatinina sérica e exame de urina, incluindo pesquisa de albuminúria. Também são importantes a aferição da pressão arterial e testes de glicemia e hemoglobina glicada para avaliar diabetes.

Sinais de alerta
Procure atendimento médico se houver:
– inchaço nas pernas, tornozelos ou rosto;
– urina muito escura ou espumosa;
– mudança súbita no padrão urinário (frequência ou urgência);
– aumento do volume urinário à noite;
– dor intensa no flanco ou cólicas renais;
– fadiga excessiva;
– perda de apetite com náuseas ou vômitos persistentes;
– pressão arterial elevada de forma persistente;
– glicemias de difícil controle;
– alterações neurológicas agudas, como confusão mental, ou falta de ar súbita.

Prevenção, rastreamento e tratamento precoce são apontados como estratégias fundamentais para reduzir o impacto da DRC na população.

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