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quarta-feira, março 18, 2026

Israel bombardeia centro de Beirute em escalada do conflito

Forças israelenses realizaram ataques aéreos no centro de Beirute na madrugada desta quarta-feira (18), destruindo prédios residenciais em uma das ofensivas mais intensas sofridas pela área central da capital libanesa em décadas. Autoridades descrevem a ação como uma expansão do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Na sequência, Israel afirmou ter matado o poderoso chefe de segurança do Irã, Ali Larijani. Ainda segundo relatos, esse episódio ocorreu após a morte do líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia da guerra. O país também declarou ter eliminado outra autoridade iraniana, o ministro da Inteligência Esmail Khatib.

O Irã confirmou a morte de Larijani e retaliou com lançamento de mísseis de múltiplas ogivas contra território israelense. Autoridades israelenses informaram que os ataques iranianos causaram ao menos duas mortes nas proximidades de Tel Aviv.

O novo líder supremo do Irã rejeitou, segundo fontes, propostas transmitidas por países intermediários para reduzir a escalada do conflito. Autoridades iranianas afirmaram que a substituição de dirigentes não alteraria as operações do país.

Os confrontos persistem quase três semanas após o início das hostilidades, sem sinais claros de desaceleração. A interrupção no fornecimento global de energia provocou impactos econômicos e políticos nos Estados Unidos, onde o preço do diesel ultrapassou US$ 5 por galão, um patamar não visto desde o período de alta inflação de 2022.

No Líbano, além dos ataques em áreas centrais de Beirute, Israel intensificou operações contra o sul do país visando o grupo Hezbollah, que tem apoiado Teerã e disparou coletes na fronteira em demonstração de solidariedade. Imagens divulgadas mostram ao amanhecer prédios entrando em colapso sob os ataques e equipes de resgate trabalhando entre escombros fumegantes.

Autoridades libanesas informam que ao menos 900 pessoas morreram no país e cerca de 800 mil foram deslocadas. Organizações de direitos humanos baseadas nos Estados Unidos relatam mais de 3 mil mortos no Irã desde o início dos ataques israelenses e norte-americanos, no fim de fevereiro. Confrontos e retaliações também causaram mortes no Iraque e em países do Golfo. Em Israel, as estimativas apontam 14 mortos até o momento.

Dentro de Israel, um míssil originário do Irã abriu uma cratera em Holon, ao sul de Tel Aviv, e incendiou veículos em área residencial. As sirenes soaram e moradores buscaram abrigos, enquanto equipes de emergência atuaram na região.

Em ações terrestres, Israel lançou operações no sul do Líbano. O governo israelense reconheceu ter disparado, por erro, de um tanque contra uma base da ONU no início do conflito, atingindo três soldados de paz de Gana.

Os Estados Unidos e Israel afirmam que o objetivo da campanha é impedir projeção de poder do Irã além de suas fronteiras e desmantelar programas nucleares e de mísseis. Também ocorreram pedidos públicos dessas potências para mudança do regime iraniano, mas não há indícios de uma dissidência organizada dentro do Irã desde o início dos bombardeios.

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