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quinta-feira, março 19, 2026

Argentina afirma estar disposta a enviar tropas caso os EUA solicitem

O governo argentino informou que enviaria tropas ao Oriente Médio caso os Estados Unidos solicitassem apoio militar. A posição foi divulgada pela administração na quarta-feira (18).

A disposição de colaborar com Washington ocorre em meio à linha de alinhamento do presidente Javier Milei com os Estados Unidos e Israel desde o início de seu mandato. Entre as medidas do governo estão a saída da Organização Mundial da Saúde e a promessa de transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém, cidade cujo status é objeto de disputa com os palestinos.

Milei também adota postura de confronto com o Irã, reiterando acusações contra Teerã pela explosão na Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, episódio que o Irã nega ter participado.

O jornal iraniano Tehran Times publicou um editorial criticando as posições do governo argentino e apontando risco de reação por parte do Irã diante dessas declarações.

A divulgação da disponibilidade para enviar militares ocorreu simultaneamente a novas denúncias sobre a promoção da criptomoeda Libra, vinculada a redes sociais do próprio presidente e responsável por perdas financeiras entre investidores.

O site argentino El Destape reportou, no sábado (14), que perícia no celular do empresário Mauricio Novelli teria identificado um suposto acordo de US$ 5 milhões envolvendo o presidente e sua irmã Karina, dias antes da divulgação da Libra nas redes sociais, em fevereiro de 2025. Até o momento, o presidente não se manifestou sobre a nova denúncia. Parlamentares de oposição já tentam abrir investigação no Congresso.

A presença de forças argentinas em operações externas não seria inédita. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, o governo de Carlos Menem enviou navios para participar do bloqueio naval. Em 1982, a Argentina entrou em conflito com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas (Falklands), guerra que resultou na morte de 649 argentinos e 255 britânicos, com os Estados Unidos apoiando o Reino Unido na ocasião.

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