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quinta-feira, março 19, 2026

Entidade marítima defende criação de corredor humanitário no Estreito de Ormuz

OMI propõe corredor humanitário para liberar navios retidos no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou a intenção de negociar a criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para evacuar navios e tripulantes detidos no Golfo Pérsico em razão do atual conflito no Oriente Médio.

A iniciativa foi divulgada ao término de uma sessão extraordinária de dois dias do Conselho da OMI em Londres. A agência da ONU estima que cerca de 20 mil tripulantes permanecem a bordo de aproximadamente 3.200 embarcações retidas na região devido à insegurança no estreito.

A interrupção das rotas foi atribuída ao bloqueio do Irã, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel. Diante desse cenário, a OMI pretende articular negociações multilaterais envolvendo países, o setor marítimo e agências relevantes da ONU para viabilizar a evacuação.

Nesta quinta-feira (19), os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão divulgaram uma declaração conjunta em que se manifestaram dispostos a contribuir com esforços para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. O documento não especificou os meios para operacionalizar essa abertura.

A declaração europea e japonesa foi divulgada quatro dias após a recusa desses mesmos países em integrar iniciativas promovidas pelos Estados Unidos e por Israel para desbloquear a área.

O fechamento do Estreito de Ormuz tem impacto direto nos mercados: cerca de 20% do petróleo mundial transita por ali, e a restrição de passagem vem elevando preços do barril e provocando repercussões econômicas globais.

Informações adicionais foram obtidas junto à RTP.

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