O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, esteve em Tel Aviv na sexta-feira (20) para tratar da escalada de tensão no Oriente Médio e se reuniu com o chefe da diplomacia israelense, Gideon Saar.
Durante a chegada para a entrevista coletiva, as forças israelenses acionaram sirenes após um alerta sobre mísseis lançados em direção a Israel atribuídos ao Irã. Barrot, sua equipe e a imprensa foram encaminhados para um abrigo antiaéreo.
Na quinta-feira, o ministro havia visitado o Líbano como parte de esforços franceses para reduzir a crise e promover um cessar-fogo no país. A França, que mantém laços históricos com o Líbano, tem atuado junto aos Estados Unidos na tentativa de mediar o confronto iniciado depois de ataques do Hezbollah contra Israel, grupo apoiado pelo Irã.
Paris manifestou reservas sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do Líbano. Ao mesmo tempo, o governo libanês exige que o Exército do país atue para desarmar o Hezbollah.
Beirute ofereceu negociações diretas a Israel, proposta que foi recusada pelas autoridades israelenses por considerarem as condições insuficientes e tardias, segundo fontes familiarizadas com o caso. O presidente do Líbano reuniu-se com Barrot e sinalizou disponibilidade para iniciar diálogos diretos, mas o Hezbollah rejeitou a iniciativa e manteve as hostilidades.
Desde 2 de março, Israel vem realizando ataques aéreos no Líbano em resposta a disparos do Hezbollah.
Na semana passada, a França apresentou contrapropostas às iniciativas norte-americanas para encerrar o conflito, de acordo com diplomatas. Segundo fontes, Washington recebeu as propostas de forma morna, mas as negociações entre Paris e Washington prosseguem. As propostas também foram rejeitadas por Israel, conforme relato dos diplomatas.




