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domingo, março 22, 2026

Morador de Juiz de Fora vive em meio aos escombros após casa ser atingida por lama

Em Três Moinhos, bairro de Juiz de Fora (MG), moradores seguem vivendo em condições precárias um mês após as chuvas que provocaram enchentes e deslizamentos na Zona da Mata Mineira. A tragédia, ocorrida na noite de 23 de fevereiro, deixou 73 mortos entre Juiz de Fora e Ubá.

O morador Gilvan Leal Luzia, de 55 anos, vive sobre um colchão no que restou da garagem da residência. A casa ficou inabitável, com parte do carro soterrada pela lama. Para se abrigar, ele montou um teto improvisado com colchonetes, fragmentos de telhas e destroços. Gilvan, que nasceu e foi criado na região, relata ter passado por um infarto recentemente e depende de trabalhos informais, apesar das limitações físicas. Até o momento, não recebeu assistência e tenta planejar sozinho a reconstrução, com recursos limitados.

Outra família afetada é a da feirante Kasciany Pozzi Bispo, de 36 anos. A atividade de venda de cana-de-açúcar, única fonte de renda da família, foi paralisada desde o desastre. Produção foi perdida e o transporte tornou-se inviável por causa do isolamento do bairro e do atolamento de veículos, inclusive a Kombi da família. A casa onde vivia foi interditada, assim como imóveis vizinhos, e as crianças permanecem fora da escola enquanto são avaliadas alternativas de matrícula em unidades mais distantes.

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que o auxílio calamidade municipal será creditado nas contas do Cadastro Único (CadÚnico) das famílias afetadas no dia 23 de março. O município contabilizou 1.008 moradias completamente destruídas e oito imóveis demolidos. Famílias que estavam em abrigos temporários foram realocadas para hotéis da cidade.

Segundo a administração local, a rede municipal retomou atividades em 101 unidades escolares, mas cinco escolas seguem sem retorno às aulas: EM Adenilde Bispo, EM Clotilde Hargreaves, EM Antônio Faustino, EM Santa Catarina Labouré e EM Murilo Mendes.

Moradores reclamam da falta de equipamentos para limpeza das vias e dizem que parte dos trabalhos de remoção de lama e entulho tem sido feito por eles mesmos. As demandas apontadas incluem liberação de máquinas para desobstrução de ruas, esclarecimento sobre liberação de áreas de risco e definições sobre planos de reassentamento.

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