Relatos diferentes apontam que mísseis teriam sido lançados contra a base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido em Diego Garcia, no Oceano Índico, no sábado (21). A Otan informou que a ocorrência está sob investigação e não há confirmação de que a instalação tenha sido atingida.
A base de Diego Garcia fica a mais de 3 mil quilômetros do território iraniano. O Irã negou ter realizado qualquer ataque e mantém, em sua declaração oficial, que seus mísseis têm alcance máximo de cerca de 2 mil quilômetros.
Fontes militares americanas não identificadas relataram a agências internacionais que mísseis foram lançados em direção à ilha, mas que os projéteis não teriam atingido as instalações.
Autoridades israelenses têm afirmado que o Irã estaria próximo de desenvolver capacidade balística intercontinental, capaz de atingir cidades europeias. Nessa linha, foi feita a alegação de que apenas alguns países europeus estariam fora do alcance desses mísseis, enquanto capitais como Berlim, Paris e Londres estariam a cerca de 4.000 km do Irã.
A confirmação de um ataque iraniano a uma base britânica pode ampliar o envolvimento do Reino Unido e da Otan no conflito, segundo análises de risco feitas por especialistas e governos.
No fim de semana anterior, o governo do Reino Unido reconheceu que instalações britânicas estão sendo utilizadas pelos Estados Unidos em operações de defesa coletiva na região, com o objetivo de degradar locais e capacidades de mísseis usados em ataques a navios no Estreito de Ormuz. A posição britânica gerou reação do Irã, que criticou a participação do Reino Unido nas operações.
Em Washington, a comunidade de inteligência americana tem avaliações sobre o programa balístico iraniano. Em audiência no Senado na semana passada, a diretora da Inteligência Nacional dos EUA informou que os serviços de inteligência avaliam que o Irã demonstrou capacidade de lançamento espacial e outras tecnologias que poderiam ser empregadas para desenvolver um míssil balístico intercontinental militarmente viável antes de 2035, caso o país decida seguir esse caminho. As avaliações, segundo a diretora, estão sendo atualizadas em razão da guerra e dos ataques que atingiram instalações de produção, estoques e capacidades de lançamento do Irã.




