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terça-feira, março 24, 2026

Com determinação, mulheres vencem o preconceito no futebol

Atuar em espaços tradicionalmente masculinos segue sendo desafio para mulheres em diversas áreas, e no futebol essas barreiras permanecem altas. No Mês da Mulher, a trajetória de jogadoras, profissionais da mídia e promessas nas categorias de base evidencia a necessidade de ampliar presença e infraestrutura no esporte.

Dados da Confederação Brasileira de Futebol de 2022 apontam que havia 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras registradas no país.

No Ministério do Esporte, a ex-jogadora Formiga ocupa desde três meses a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino. A diretoria tem entre seus objetivos ampliar a formação de base e consolidar equipes femininas em todos os estados, com foco na criação de estruturas que favoreçam a participação feminina em diferentes funções dentro do futebol. Formiga é a única atleta que disputou sete Copas do Mundo, atuou como volante e meia, foi duas vezes vice-campeã olímpica, vice-campeã mundial e integrou a equipe campeã nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

No campo de formação, exemplos recentes mostram mudanças na rotina de jovens atletas. A meia Isadora Jardim, 14 anos, deixou o Distrito Federal para morar em São Paulo e defender a equipe sub-15 do Corinthians. Sua rotina inclui treinamentos pela manhã e estudos à tarde. Isadora também recebeu convocação para a seleção brasileira sub-15.

A narração esportiva continua majoritariamente ocupada por homens. Entre as vozes que têm ampliado a presença feminina nas transmissões está a narradora Luciana Zogaib, integrante da equipe de esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que atua na TV Brasil e na Rádio Nacional.

A EBC considera o futebol feminino prioridade de exibição e participa das câmaras temáticas que trabalham os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no Brasil. Em março, a secretária extraordinária para a Copa de 2027, Juliana Agatte, reuniu-se com o presidente da EBC, Andre Basbaum, e com o diretor-geral, David Butter, para tratar do legado social e esportivo da competição.

Na grade de transmissão, a TV Brasil exibirá pelo terceiro ano consecutivo jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. A emissora também transmite confrontos decisivos das Séries A2 e A3 a partir das semifinais, além das finais das categorias de base do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20, numa tentativa de ampliar a visibilidade do futebol feminino no país.

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