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terça-feira, março 24, 2026

MS ganha destaque na COP-15 com ações de Saúde Única lideradas pela SES

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) apresentou experiências em Saúde Única durante a COP-15 CMS (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens), realizada em Campo Grande na segunda-feira (23). A participação ocorreu por meio da Coordenadoria de Saúde Única, com exposição de estratégias, projetos e políticas públicas desenvolvidas no estado.

A apresentação integrou o Espaço Brasil, no painel “Um só organismo, uma só saúde: integrando rios, florestas e saúde oceânica, com foco nas espécies migratórias”. O encontro reuniu especialistas de diferentes áreas, entre eles representantes da SES, do Ministério da Saúde, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do ICMBio.

Mato Grosso do Sul foi destacado pelo contexto territorial, que inclui parte do Pantanal e trechos de rotas de espécies migratórias. Na programação foram detalhadas ações estaduais voltadas à vigilância integrada, ao monitoramento de doenças e à educação em saúde, além da articulação intersetorial com as secretarias de Meio Ambiente (SEMADESC) e de Assistência Social e Direitos Humanos (SEAD).

As iniciativas apresentadas estão alinhadas ao plano de governo estadual, que considera a Saúde Única como eixo estruturante para prevenir agravos à saúde por meio do equilíbrio dos ecossistemas e do cuidado com animais e meio ambiente.

No plano nacional, foi informado que o Ministério da Saúde está na fase final de elaboração do Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, com o objetivo de ampliar a implementação da estratégia nos estados. Também foi mencionada a institucionalização da agenda por meio de um comitê técnico interinstitucional para fortalecer e mobilizar ações nos territórios.

Entre os temas abordados no painel estiveram a interdependência entre sistemas naturais e saúde e a necessidade de governança que incorpore a proteção da biodiversidade como componente central das políticas públicas.

O ICMBio apresentou dados sobre monitoramento costeiro, indicando que cerca de 40% do litoral brasileiro é monitorado diariamente por programas vinculados ao licenciamento ambiental federal. Esse monitoramento permite identificar causas de mortalidade de animais, presença de contaminantes, doenças e patógenos, fornecendo evidências sobre alterações no oceano, inclusive em áreas de difícil acesso.

A COP-15 CMS em Campo Grande reúne delegações internacionais para discutir conservação da biodiversidade, com foco em espécies migratórias e impactos transfronteiriços, e ampliou o debate sobre as conexões entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento.

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