A Nasa encerrou os planos de implantar a estação espacial Lunar Gateway em órbita lunar e decidiu empregar seus módulos na construção de uma base na superfície da Lua, orçada em US$ 20 bilhões, a ser erguida nos próximos sete anos. O anúncio foi feito pelo novo administrador da agência, Jared Isaacman, nesta terça-feira (24), na sede da Nasa, em Washington.
Isaacman, que assumiu o cargo em dezembro, apresentou no evento de abertura um conjunto de mudanças no programa Artemis, principal iniciativa lunar da agência. A reorientação prioriza infraestrutura sustentável na superfície lunar em vez da manutenção do Gateway na configuração planejada.
A Lunar Gateway, cuja maior parte do hardware já vinha sendo produzida por empresas como Northrop Grumman e Vantor (antiga Maxar), havia sido concebida como uma estação em órbita lunar para pesquisa e como ponto de transferência para veículos de pouso. A Nasa reconhece que reaproveitar esses componentes para uso em solo lunar envolve desafios relevantes de compatibilidade de equipamentos e de cronograma.
Segundo a agência, será possível aproveitar parte dos equipamentos e dos compromissos firmados com parceiros internacionais para apoiar as operações na superfície e outros objetivos do programa Artemis. As novas diretrizes vêm sendo implementadas nas últimas semanas e já têm impacto em contratos bilionários vinculados ao programa.
As alterações também aumentam a pressão sobre as empresas contratadas, que precisarão ajustar prazos e entregas. O realinhamento ocorre em meio à corrida lunar internacional, com a China avançando em seus planos para um pouso tripulado na Lua até 2030.




