A Polícia Civil de São Paulo prendeu dez pessoas suspeitas de aplicar o golpe conhecido como “falso advogado”. As detenções ocorreram na quinta-feira (26).
O grupo, composto por nove homens e uma mulher, montava uma central de atendimento para contatar vítimas e convencê-las de que tinham valores a receber em ações judiciais. Em seguida, solicitavam pagamentos para liberar o suposto crédito, utilizando roteiros prontos e uma base de dados com informações sensíveis dos alvos.
A investigação teve início a partir de uma denúncia anônima. Durante a chegada das equipes ao local, os policiais flagraram os suspeitos em atividade. Parte deles tentou destruir aparelhos eletrônicos para ocultar provas.
Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações contendo os roteiros usados nas abordagens. Os itens seguirão para perícia. Os detidos foram levados ao 1º Distrito Policial de Itaquaquecetuba e permanecem à disposição da Justiça.
O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa. As apurações continuam para identificar outros envolvidos.
Prisões relacionadas
No início da semana, a Polícia Civil prendeu 16 pessoas por esquema semelhante em um imóvel no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. Na ação foi constatada troca de mensagens e um comprovante de pagamento no valor de R$ 1,3 mil enviado por uma vítima.
Também foram detidas, no estado, quatro pessoas que se passavam por advogados e cobravam taxas inexistentes via Pix sob a alegação de liberação de precatórios. As operações integram uma ação interestadual contra golpes do tipo “falso advogado” e fraudes envolvendo precatórios.




