Milhares de pessoas protestaram neste sábado (28) contra as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Organizadores esperavam que a mobilização se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados nos 50 estados e em várias cidades no exterior.
Mais de 100 mil participantes eram esperados em Minneapolis, cidade que se tornou ponto crítico devido à repressão à imigração ilegal e à atuação de agentes federais em centros urbanos administrados por democratas. As manifestações também ocorreram em Nova York, Los Angeles e Washington, além de milhares de atos em comunidades menores.
Cantores como Bruce Springsteen e Joan Baez estiveram entre os participantes em algumas das cidades onde houve concentração de público.
A mobilização acontece em um ano eleitoral: no final deste ano serão realizadas as eleições de meio de mandato, quando toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado são renovadas. Organizadores relataram aumento no número de eventos anti-Trump e em registros de eleitores em estados tradicionalmente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.
Segundo a Reuters, a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, o menor índice desde seu retorno à Casa Branca.
O Comitê Nacional Republicano do Congresso criticou o apoio de políticos democratas às manifestações, apontando oposição aos atos que pedem mudança de políticas.
Os protestos também ocorreram em meio a um contexto internacional tenso: os organizadores vincularam a mobilização a um apelo contra os bombardeios do Irã por parte dos EUA e de Israel, conflito em curso há quatro semanas.
As manifestações fazem parte do movimento No Kings, que estreou em junho do ano passado com estimativa de 4 a 6 milhões de participantes em cerca de 2,1 mil locais. A segunda grande mobilização, em outubro, reuniu cerca de 7 milhões de pessoas em mais de 2,7 mil locais.




