O governo brasileiro condenou neste domingo (29) a ação da polícia de Israel que impediu dois religiosos católicos de acessarem a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, durante as celebrações do Domingo de Ramos.
Os religiosos impedidos foram o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, monsenhor Francesco Ielpo. Eles seguiam de forma privada — sem caráter de procissão — ao local onde cristãos acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou, para a celebração da missa.
O Santo Sepulcro é considerado um dos locais mais sagrados do cristianismo. O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, recordando a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião tradicionalmente celebrada com ramos de palmeira.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que restrições similares da polícia israelense vêm ocorrendo nas últimas semanas e também têm afetado a Esplanada das Mesquitas, local de culto para muçulmanos, durante o mês do Ramadã.
O Itamaraty citou ainda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, de 19 de julho de 2024, que concluiu pela ilicitude da manutenção contínua de Israel no Território Palestino Ocupado e defendeu que o país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte desse território, incluindo Jerusalém Oriental.
O ministério avaliou que as medidas recentes contrariam o status quo histórico dos locais sagrados em Jerusalém e o princípio da liberdade de culto.




