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segunda-feira, março 30, 2026

Alta do petróleo eleva “inflação do aluguel” da FGV para 0,52% em março

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,52% em março, revertendo a variação de 0,73% observada em fevereiro. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

No acumulado de 12 meses, o IGP-M apresenta deflação de 1,83%. Nos últimos 12 meses, os resultados se dividiram entre períodos positivos e negativos. Em março de 2025, o índice havia ficado em -0,34%.

O componente de maior peso do IGP-M é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do total. Em março, o IPA teve alta de 0,61%, pressionado principalmente por itens da agropecuária, como bovinos, ovos, leite, feijão e milho.

Entre os produtos que mais subiram, os ovos registraram aumento de 16,95% em março, após alta de 14,16% em fevereiro. O feijão subiu 20,91% no mês, depois de avançar 13,77% em fevereiro.

Também houve mudança de sinal nos preços dos derivados de petróleo. O subgrupo apresentou alta de 1,16% em março, depois de registrar deflação de 4,63% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, porém, esse segmento ainda permanece em nível relativamente baixo, com variação de -14,13%.

A intensificação de tensões no Oriente Médio afetou preços de petróleo e contribuiu para pressões sobre outros segmentos da cadeia de oferta. A região concentra países produtores e passa por rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% da produção mundial, o que gerou distorções e elevações no mercado internacional de petróleo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no IGP-M, subiu 0,30% em março. Na cesta de consumo das famílias, a gasolina foi o item que mais pressionou os custos, com aumento de 1,12%.

O terceiro componente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registrou alta de 0,36% no mês.

O IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajuste anual de contratos de aluguel e para correção de algumas tarifas públicas e serviços. Apesar do acumulado negativo em 12 meses, muitos contratos preveem reajuste apenas quando o índice apresenta variação positiva, o que impede cortes automáticos nos valores dos aluguéis.

A coleta de preços da FGV para o cálculo do IGP-M foi realizada entre 21 de fevereiro e 20 de março, nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

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